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Mandar uma Criança dizer “Obrigado(a)” é Maus Modos

de Naomi Aldort , autora de "Raising Our Children - Raising Ourselves" 

Aprendendo Bons Modos com as Crianças Ou Mandar uma Criança  dizer “Obrigado(a)” é Maus Modos?
Uma coluna não tão educada sobre ser educado.

P: Quando a filha da vizinha vem brincar em nossa casa, ela é cheia de ‘por favor’ e ‘obrigada’, enquanto os meus meninos (oito e seis anos) dizem que ela é estranha e eles próprios não usam tais maneiras. Quando eles aprenderão a ser educados? Demorei tempo demais para ensiná-los?


R: Sorria e curta a autenticidade dos seus filhos. As crianças (e os adultos) cujas palavras refletem o que realmente sentem e pensam são uma alegria de se estar perto. Geralmente, quando se trata de ensinar boas maneiras, o rei está nu. Não apenas pelo fato de que esta atitude não garante que exista sentimento envolvido, também por que no final das contas significa estar falando para os filhos o que devem dizer, um procedimento que permanece aceitável nessa cultura, embora não seja um de respeito. Felizmente as modas estão lentamente mudando.

Numa consulta, certa mãe me relatou um incidente em que uma amiga entregou um doce à sua filha e perguntou:
O que você diz?
A criança se escondeu atrás da Mãe.
- Você diz ‘obrigada’ . Persistiu a mulher, para o que a criança respondeu:
- ‘A minha mãe não fica me dizendo o que devo falar.’ E continuou abrindo o doce e o saboreando com muito gosto. Nós assistimos encantados quando uma criança aprecia algo que damos a ela, e mesmo assim nos recusamos a sentir-nos agradecidos com uma recompensa tão natural. Sentimo-nos emocionados e inspirados precisamente por que a criança está sendo autêntica. Quando livres para serem eles próprios, as maneiras como os pequenos comunicam sua satisfação variam grandemente daquelas dos adultos. De fato, nós adultos nos beneficiaríamos com menos formalidade e mais real vivacidade  entre nós também.
Em minha opinião o que você valoriza é consideração e dignidade nas suas interações com as crianças. A questão é: irá o bom uso de palavras educadas e gestos suprir o que você aspira? E será que seus filhos se beneficiarão por utilizar tais maneiras? Com demasiada freqüência aquilo que é verdadeiro para nós é obstruído pelo desejo de viver à altura dos padrões dos outros; vizinhos, amigos, família ou até mesmo estranhos. Esteja certo de que sabe distinguir os seus valores das expectativas externas que não contribuem para a qualidade da sua vida familiar.
Temos sorte de viver em uma cultura que está se distanciando da formalidade nos relacionamentos pessoais, para assim podermos descobrir como ser verdadeiramente gentis.
O uso de palavras educadas pela sua vizinha não indica que ela se sinta apreciativa. É improvável que uma criança se sinta constantemente agradecida por pequenos serviços que ela aceita naturalmente. Seus filhos consideram isso estranho por que eles pressentem um ar artificial sobre esses exageros.
É muito provável que a menina tenha sido educada para utilizar palavras bondosas, muito embora, dizer a outra pessoa como agir é má educação, pois fere a dignidade de qualquer ser. Quando ensinada a dizer “obrigada” ou “por favor” a criança não aprende boas maneiras, por que a lição que lhe ressona mais alto é  falar aos outros o que dizer ou fazer, e  ser pretensiosa. Adiciona-se a isso o fato de que quando são coagidas a utilizar palavras educadas, as crianças podem se sentir magoadas ou até mesmo envergonhadas, “ eu devo me sentir agradecida (ou arrependida) mas não me sinto. Tenho medo de que alguma coisa esteja errada comigo.” Com tais experiências na infância, não admira o fato de que  tantos de nós nos ressentimos e evitamos expressar gratidão ou remorso até numa idade bem mais avançada.
Uma criança está  centrada demais no seu próprio ser (como é esperado dela) para perceber os esforços dos outros e ainda satisfazer-lhes o desejo por reconhecimento. Ela está focada em expressar sua própria alegria, o que por sua vez é a maior recompensa que se pode esperar. Em vez de persuadi-la a deixar de lado a sua autenticidade, seja você mesmo verdadeiro. Dê o exemplo de sinceridade e vulnerabilidade, que são mais do que apenas palavras apropriadas. Se você disser “por favor” e então fizer uma exigência sobre a qual a criança não tenha escolha, ela estará aprendendo desonestidade e controle. Respeite as preferências dos seus filhos, agradeça a eles pela sua bondade não apenas com um “obrigado”, mas demonstrando a eles como as ações deles podem contribuir com a sua felicidade.
Este é o tipo de gratidão que nós todos amamos experimentar.
Enquanto ainda estão crescendo, ser tratados com  respeito e bondade não resulta em crianças que se comportam como adultos, mas em crianças que se comportam como crianças, e não tem vergonha disso. Elas se sentem livres para serem elas próprias e como resultado aprendem a honrar a existência dos outros; os seus relacionamentos futuros na vida adulta serão uma expressão da sua dignidade intacta e serão modelados com base em experiências pessoais. Trate os seus filhos como você deseja ser tratada. Respeite o jeito como eles são hoje; eles são crianças. Valorize a habilidade divina que eles possuem de receber os seus serviços e nunca duvidarem de que você estará lá para cuidar deles. Não espere que eles supram a sua necessidade por reconhecimento (embora eles o façam com o próprio jeito e no tempo deles); a sua doação é a recompensa.

À medida que reconhecemos as limitações de tanta educação, não há nada errado em desejar interações gentis ou educadas com as suas crianças. Você pode pedir aos seus filhos para utilizarem “por favor” e “obrigada” com o propósito de virem de encontro a sua necessidade de ser tratada com respeito. Tal pedido seria autêntico se você não estiver dizendo a eles que isso é uma virtude que eles que eles devem adotar; somente que é importante para você. Seus filhos poderão ou não escolher atender a sua necessidade desta maneira em particular. Você poderá negociar as suas preferências mútuas como indivíduos iguais que se respeitam, e juntos, poderão descobrir esta ou outra maneira de atender o que você necessita.

Há culturas que não dispõem de palavras como “por favor” e “obrigada” no seu vocabulário . Quando ensinamos uma criança a dizer “obrigada” fica implícito que ela não deve aceitar nossos cuidados naturalmente. De certa forma, estamos transmitindo que a criança não é inerentemente merecedora de nossos serviços; que eles são um extra; algo para se anotar no caderninho.
Deste ponto de vista, alguns dos nossos modos atrapalham o fluxo de dar e receber. Muitos adultos hoje acham muito difícil receber por conseqüência desta atitude. Mas sem receber não existe dar. De fato, o recebimento é um presente para o que dá. As crianças nos ensinam a lição da bondade por contarem com nossos serviços. A sua habilidade generosa de receber é o que nos transforma de jovens egocêntricos em doadores amorosos.

©Copyright Naomi Aldort

Naomi Aldort Ph.D. é a autora de “Raising Our Children, Raising Ourselves” (disponível no Amazon). Pais e Mães do mundo todo procuram os conselhos da Naomi por telephone, pessoalmente e escutando os seus CDs,e freqüentando seus ‘workshops’ . Suas colunas de conselho aparecem em revistas sobre paternidade no Canadá, EUA, AU,GB, e são traduzidos para o alemão, hebreu, holandês, japonês e espanhol.
    Naomi Aldort é casada e mãe de três filhos. Seu filho mais novo Oliver Aldort, tem doze anos e é violoncelista www.OliverAldort.com. Para maiores informações www.NaomiAldort.com ou www.AuthenticParent.com
 
Traduzido por Janaína Ribeiro, Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo , para www.slingando.com .
Permitida a divulgação e veiculação, desde que citada a fonte, http://www.slingando.com , nome da autora e nome da tradutora.

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